Pular para o conteúdo

O sentido da vida

maio 24, 2012

ImagemAlguns minutos atrás, acessando o Facebook e vendo algumas postagens, uma me chamou a atenção. Me deu um sentimento estranho ao ver a imagem de uma laranja se levantando e levando em seus “braços” o que restou após ter sido descascada.
Acho que me senti assim por saber que na vida as coisas acontecem exatamente como naquela imagem. Algumas vezes precisamos agarrar com todas as forças o que restou de nossas vidas, nos levantar e recomeçar.

Existem momentos em que vemos nossos sonhos se perdendo em meio aos problemas. Vemos tudo aquilo que planejamos e pelo qual lutamos por anos se desfazer e escapar pelo meio de nossos dedos.
É neste momento que testamos nosso caráter, nossa força e nosso comprometimento com a vida.

Quando os problemas chegam, na maioria das vezes, estamos despreparados e com a guarda baixa.
Se nos rendermos, jamais conseguiremos aquilo que sonhamos, mas, se ao invés disso,  tivermos a mesma coragem que aquela laranja, com certeza dias melhores virão.

Mesmo assim, devemos sempre estar preparados para novos obstáculos, para as vezes que seremos “descascados” novamente e que teremos que passar por tudo de novo. A vantagem é que já teremos a certeza de que somos fortes o bastante para passar  por tudo isso e voltar a vencer.

Esse é o sentido da vida. No final, o que importa não é a vitória, mas sim tudo o que vivemos, aprendemos e ensinamos durante o caminho.

11/03/2012 – Tributo às vítimas do tsunami no Japão

março 12, 2012

Um ano se passou desde que as águas enfurecidas destruíram as vidas de milhares de pessoas no Japão.
Muitos de nós, brasileiros residentes no Japão, lutamos em ainda continuamos lutando pela recuperação deste país que nos acolheu como cidadãos, nos dando direitos e oportunidades iguais aos seus filhos nativos.

Este vídeo é uma pequena homenagem às vítimas do tsunami no Japão, com uma música composta por mim em parceira com meu amigo Renato dos Santos.

WE PRAY FOR JAPAN!!
日本のために祈る

UM DIA COMUM – Ronaldo Jotta

agosto 26, 2011

Mais uma de minhas composições…

Tsunami no Japão – Uma das experiências mais marcantes da minha vida

agosto 8, 2011

Dia 11/03/2011. Estava trabalhando em meu escritório quando comecei a sentir um pouco de tontura. Pensei ser um breve mal estar, afinal de contas o cansaço e o estresse costumam nos causar algumas reações estranhas. Mas após alguns segundos de “mal estar” notei que as coisas ao meu lado estavam balançando e só então percebi que um pequeno terremoto, fraco (em minha região) porém muito longo estava acontecendo.

Achei aquilo estranho, pois pequenos terremotos acontecem com certa frequência aqui no Japão, porém duram menos que vinte segundos e aquele parecia não acabar.

Poucos instantes depois acessei a internet para obter algumas informações e me deparei com uma realidade catastrófica: um grande tremor de terra havia abalado todo o  Japão e um aviso de tsunami havia sido emitido.

Foto: Bertani Jr.

Em relação ao alarme de tsunami, até aquele momento era uma coisa normal, pois estes avisos sempre foram emitidos após um terremoto e o tsunami nunca havia chegado (pelo menos um grande, neste século), mas fica uma dúvida: O governo errou ao emitir tantos alarmes anteriores de tsunamis que nunca chegaram? Foi por isso que ninguém deu atenção ao alarme, achando que mais uma vez era um erro do governo japonês? Bom, erro ou não, milhares de pessoas morreram. O Japão, país considerado o primeiro no mundo em tecnologia anti-terremoto, se viu sem qualquer chance de reação perante a força da natureza em fúria.

Já faz algum tempo que queria escrever esta matéria, mas minha ida a Sendai, área fortemente atingida pelo terremoto e tsunami, foi uma experiência muito forte e somente hoje, quase 5 meses depois, consigo relatar aqui em meu blog as mais de 100 horas que marcaram minha vida para sempre.

Momentos após o tsunami, vendo pela TV, comecei a entender a gravidade do que havia acontecido e tive a certeza de que deveria fazer algo pelas vítimas. No início pensei em ir como voluntário para buscar por sobreviventes, mas percebi que demoraria muito para conseguir autorização para isso.

Foto: Bertani Jr.

Foi então que tive a ideia de levar comida para aqueles que estavam em abrigos, pois com certeza era a melhor forma de amenizar o sofrimento de quem havia experimentado uma das maiores tragédias da história do Japão. Começava ali uma luta contra o tempo, pois de nada adiantaria levar mantimentos depois de semanas, porque a esta altura o exército e a cruz vermelha já teriam resolvido o problema. A ajuda tinha que chegar o mais rápido possível. Pessoas estavam sofrendo de fome, frio e sede naquele momento e eu tinha apenas 2 ou 3 dias para conseguir arrecadar tudo e seguir para Sendai. A solução foi apelar para amigos, pastores de igrejas e para sites de relacionamento.

Falei com algumas pessoas e elas se encarregaram de espalhar para seus amigos. Falei também com alguns pastores que eu conhecia e eles conseguiram boa parte de tudo o que levamos. O pastor Julio, da SOS Missões, arrecadou junto aos fiéis de sua igreja, cerca de 800 kg de arroz e várias caixas de alimento instantâneo. O pastor Akira, da Missão Apoio, repassou minha mensagem para dezenas de pessoas e muitos vieram trazer arroz e vários alimentos. O pastor Vitor, da CEVA, doou grande parte dos cobertores, roupas e fraldas que havia arrecadado para campanhas da igreja.

Praticamente todos que estavam à minha volta cooperaram e muitas pessoas que eu não conhecia apareceram em meu escritório com muitas doações. Foi uma surpresa muito feliz, ver que tantas pessoas, tantos brasileiros se comoveram e saíram do conforto de suas casas em pleno inverno para comprar alimentos e trazer até o ponto de arrecadação. (Como não conheço todos, não citarei nomes para não deixar ninguém de fora)

No total, foram arrecadadas 2 toneladas de alimentos e uma grande quantidade de cobertores. Agora faltava apenas uma coisa: conseguir um caminhão para levar tudo. Falei com algumas pessoas e um amigo (Antonio) se comprometeu em resolver isso.

Nesta foto: Eu, Antonio e o grupo liderado pelo Heber, de Gifu

Enfim, depois de 2 dias de campanha e 3 dias após o tsunami, na segunda feira (14) eu e o Antonio saímos rumo a Sendai. Desde o início eu sabia que não seria fácil chegar ao nosso destino, mas eu contava com algumas instruções do Walter, de Saitama, que havia ido para lá no Domingo (13) e do Jhony, da IPC, que havia acabado de voltar das áreas atingidas.

No caminho nos encontramos com o comboio liderado pelo Heber, de Gifu, que também estava levando água e alimentos. No total, fomos em 2 ônibus e 3 caminhões e enfrentamos muitos obstáculos pelo caminho.

Nesta foto estávamos parados em uma loja de conveniência pouco antes das montanhas de Niigata

Enfim, depois de mais de 30 horas de viagem, em muitos trechos sob muita neve, chegamos a Sendai.

Praticamente todo o arroz que tínhamos em nosso caminhão foi doado no Sendai Shobou Gakkou (Escola de Bombeiros de Sendai), pois eles eram os responsáveis pela distribuição para os abrigos.

Fora isso tínhamos ainda muitos alimentos instantâneos, cobertores, roupas, fraldas, leite de bebê e a água que o grupo do Heber estava levando. Seguimos então o Heber e seu grupo até uma associação de japoneses que estava arrecadando doações e deixamos parte do que tínhamos levado.

Até aquele momento estávamos na parte alta de Sendai, local onde o tsunami não havia chegado e onde muitos se organizavam para ajudar as vítimas da tragédia e eu não tinha ideia do cenário de destruição, do sofrimento que iria encontrar próximo ao porto da cidade.

Após alguns minutos de conversa, conseguimos um guia para nos levar até um abrigo. As cenas que encontramos no caminho eram de um cenário de guerra. Carros virados, casas destruídas, caminhões contorcidos sobre outros carros e até sobre casas. Era muito difícil imaginar que alguém havia saído dali com vida. Jamais esquecerei o terror que senti ao ver aquelas imagens.

Vídeo que gravei durante nossa passagem polos locais mais destruídos de Sendai:

Foto: Bertani Jr.

 

Em meio a este cenário desolador, a recompensa veio no sorriso daqueles a quem ajudávamos. Um momento, em especial, ficará marcado por toda a minha vida. Enquanto procurávamos por abrigos, encontramos 2 crianças, duas menininhas, com sacolas vazia nas mãos. Em vão, elas tentavam encontrar algum ponto de distribuição de alimentos, mas estes eram muito raros e quando apareciam, acabavam em minutos.

Momento em que alimentos e roupas eram carregados pelas pessoas em um abrigo que visitamos

Resolvemos então parar e entregar alguns alimentos para elas. Entregamos o que elas conseguiam segurar: alguns lamens instantâneos e algumas caixinhas de sopa de feijão. Felizes, elas nos agradeceram e então voltamos ao caminhão para seguir viagem. Porém, ao sair com o caminhão olhei para o lado e lá estavam elas, paradas, sorridentes, abanando as mãos com um incrível brilho em seus pequenos olhinhos. Até hoje, para mim, é impossível não me emocionar ao lembrar deste momento e sei que seus olhares ficarão guardados em minha memória para sempre.

Em um outro momento, entregávamos alimentos em um dos bairros destruídos pelo tsunami. Vi então uma senhora com um bebê recém nascido preso em suas costas. Ela já havia recebido uma lata de leite, mas resolvi dar-lhe mais uma pois não sabíamos quando a ajuda chegaria. Fiquei sem palavras e com um grande “nó” em minha garganta quando ela me disse que eu deveria dar aquele leite para outra pessoa, pois haviam muitos necessitados naquele local. Mesmo em meio à destruição, ela pensou em seu vizinhos, em seu próximo.

Japoneses,vítimas do tsunami, em fila para receber alimentos e doações. Foto: Bertani Jr.

A Cruz Vermelha, em uma matéria que li, disse que sempre que acontece alguma catástrofe natural, é necessário o apoio do exército local para fazer a distribuição dos alimentos, por causa dos tumultos, mas que aqui no Japão se surpreenderam com a educação e união das pessoas.

Esta experiência me fez ver e entender muitas coisas. Vi que somos pequenos e impotentes perante as forças da natureza, mas entendi que unidos somos fortes o bastante para transpor qualquer desafio.

O tsunami no Japão marcou minha vida, mas a experiência de ir a Sendai e o amor que vi nos olhos das pessoas marcaram minha alma para sempre.

—————————–

Alguns dias após minha volta, fui convidado a dar uma entrevista para a revista Alternativa. Segue abaixo a matéria de Alexandre Ezaki.

Abaixo, alguns vídeos que gravei com meu celular durante a viagem. Como muitas pessoas haviam cooperado, eu filmava e postava as imagens no Youtube para que todos pudessem acompanhar o que estava acontecendo.

Carregando o caminhão em Toyohashi

Parada na CEVA para carregar cobertores, fraldas, roupas e alimentos

No caminho nos encontramos com o grupo de Gifu, liderado pelo Heber

Continuando a viagem

Montanhas de Niigata – Primeira parte

Parada na loja de conveniência – Prateleiras vazias

Montanhas de Niigata – Segunda parte

Entrega do arroz na escola de bombeiros de Sendai

Extrema Unção – Ronaldo Jotta

fevereiro 16, 2011

Mais uma de minhas composições…

Meu protesto contra o sistema injusto que julga e condena o inocente antes mesmo dele nascer…

Milhares de crianças recém nascidas morrem de fome todos os dias… Milhares de mães choram… Milhares de pais se sentem humilhados…

O governo se diz incapaz de acabar com a miséria e se esconde atrás das igrejas e seus líderes que dizem que isso é o resultado do pecado original…

Enfim: TODOS ROUBAM E CULPAM DEUS PELA MISÉRIA….

Vai dar Namoro – Composição de Ronaldo Jotta

setembro 4, 2010

Síndrome do Amor (Reggaenejo) Composição de Ronaldo Jotta

setembro 4, 2010
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.